#09 Jovens Embaixadores da ONU

Olá minhas hortinhas orgânicas, como vocês estão?

Mais uma vez, utilizamos o Roteiro de Localização dos ODS, que é o processo de analisar os contextos subnacionais na realização da Agenda 2030, como o estabelecimento de objetivos e metas, a determinação dos meios de implementação e o uso de indicadores para medir e acompanhar o progresso.

Esse procedimento não é um manual para a implementação da Agenda 2030 em Terras Brasilis, mas é uma sugestão de estratégias adaptáveis que os governos podem aderir para acelerar a territorialização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) em seus territórios.

Os ODS são acompanhados globalmente, sendo avaliados por um sistema com 231 indicadores que medem o progresso, a estagnação ou o retrocesso dos 17 Objetivos e das 169 metas da Agenda 2030 da ONU.

Muitos desses indicadores podem ser localizados a partir da coleta de dados a nível territorial, ou seja, podemos (e devemos) monitorar o progresso da Agenda 2030 em nível subnacional!

Quando nos apropriamos dessas ferramentas, estamos aptos a melhorar as desigualdades entre países, aprimorar a tomada de decisão e alocação de recursos e engajar a sociedade civil na responsabilização dos governos locais!

Contudo, a Localização dos ODS ainda enfrenta MUITAS dificuldades, como a operacionalidade, a definição do nível dos indicadores a mensuração e limitação de dados.

Criar e divulgar dados é uma questão de transparência, ou seja, accountability.

Para desenvolver habilidades de análise de dados, nós, os Jovens Embaixadores da ONU (chique né?!) recebemos a missão de:

  • Escolher um desafio social da nossa região (norte,sul, leste, oeste e centro);
  • Consultar plataformas de dados (Atlas Brasil, Plataforma IBGE e Mandala ODS).
  • Identificar os indicadores principais e alternativos.

No encontro 5B, destrinchamos esses desafios olhando os seguintes pontos:

  1. Necessidades: Qual é a síntese da questão e por que é, entre todos os problemas na sua região, o que demanda maior urgência de ação?
  2. Severidades: Como este problema afeta de forma diferente grupos mais vulneráveis, como mulheres, pessoas negras, comunidade LGBTI+, pessoas com deficiência, pessoas desempregadas, entre outros segmentos.
  3. Contexto político e social: como este problema se insere em um movimento social e político pré-existente em sua comunidade? Ele reproduz desafios mais estruturais? Há um movimento político a favor desta mudança?
  4. Riscos: Quais impactos negativos podem surgir após um direcionamento de esforços a este problema? As soluções atualmente identificadas podem ser executadas de forma concreta?
  5. Pertencimento: Como é possível estimular uma mudança “de dentro para fora”, colocando pessoas residentes em seu bairro como protagonistas ativas de mudança?
  6. ODS, metas e indicadores: Como este problema se encaixa dentro de uma estratégia nacional de desenvolvimento sustentável?

E cada zona escolheu:

  • Norte: Remoção de famílias para implementação do Plano Habitacional.
  • Leste: Habitação e acesso à moradia.
  • Oeste: Déficit habitacional acessível.
  • Sul: Falta de investiemento em infraestrutura e mobilidade urbana.
  • Centro: Equipamentos municipais para moradores de rua.

Queridos, os ODS nos convidam a pensar criativamente e dar um passo adiante no uso de dados em políticas públicas, desenvolvendo modelos para descobrir quem está sendo deixado para trás. Contudo, nada disso será feito se NÓS não nos apropriarmos das ferramentas de análise!

Me conta nos comentários: Quais são os principais desafios do lugar que você mora e qual plataforma (Atlas Brasil, Plataforma IBGE e Mandala ODS) você gostaria de utilizar para coletar dados e cobrar ações do seu representante político?

As eleições municipais estão chegando e temos o poder de mudar o curso da história! Eu ouvi esse chamado e me joguei nessa responsa! Vem comigo? :)

[Aguarde os próximos textos]

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Ecofeminista antirracista atuante em temas globais. Formada em Relações Internacionais, Amanda empreende o PerifaSustentavel, é colunista da Agência Jovem de Notícias e atua como mobilizadora de redes do Youth Climate Leaders. Entusiasta pela Agenda 2030, tem o objetivo de mobilizar jovens para construírem um Brasil inclusivo, colaborativo e sustentável, através das redes Engajamundo, Global Shapers Community e United People Global.

#ForbesUnder 30 | Jovem Embaixadora da ONU | Ecofeminista Antirracista

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