#01 YOUNGO: Estruturas da COP

Olá meu arroz de funghi ao creme de castanhas :)

No entanto, esse rolê é complexo e muitas vezes todo esse papo fica restrito numa bolha científica, ativista ou política… O objetivo dessa série com quatro artigos será furar a bolha e acessibilizar o conhecimento sobre o clima, principalmente para a juventude brasileira!

Nessa série, vamos trocar ideia sobre:

  • História da UNFCCC;
  • Atores da COP;
  • Introdução a YOUNGO (Constituinte de jovens);
  • Planos da YOUNGO para a COP 26.

Bora juntin?

Antes de falar da estrutura da UNFCCC, é importante fazer uma breve contextualização sobre a história internacional da política climática.

  • Em 1979 ocorreu a Conferência de Estocolmo, a primeira conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente.
  • Já em 1988, nasce o IPCC — Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, uma organização científico-política criada pelo PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) e pela OMM (Organização Meteorológica Mundial).
  • Em seguida temos a ECO-92, que foi caracterizada como um marco na história: a mudança climática passa ser reconhecida como “um desafio global” e a UNFCCC (Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima) ganha vida.

Agora sim, bb! Estamos prontos para dar uma olhada na estrutura:

Se você olhou para essa imagem e NÃO ENTENDEU NADA, está tudo bem! No primeiro momento todo esse rolê parece confuso. Deixa eu te explicar de uma forma xófem:

  • SBI — Órgão Subsidiário de Implementação: É aqui que os novos artigos são debatidos, principalmente o tema de perdas e danos. Nesse órgão, as partes negociam a criação de novos acordos do texto original e ocorrem deduções subsequentes da convenção.
  • SBSTA — Órgão Subsidiário de Assessoramento Científico e Tecnológico: Ocorre em paralelo ao SBI, tratando de relatórios científicos e definindo diretrizes para relatórios de reduções de emissão. É tipo o amigo nerd do grupo, espaço onde a galera científica troca ideias e aconselha os tomadores de decisão durante as COPs.
  • COP — Conferência das Partes: “Partes” se traduz em Estados-membros da ONU. A COP acontece uma vez por ano em novembro ou dezembro, reunindo ministros do governo para votarem em pautas que seus negociadores prepararam durante todo o ano. Em outras palavras, é a parte chique do rolê, onde as decisões são tomadas e há forte presença da mídia.

Elementos chaves do Acordo de Paris:

  • Objetivos gerais: limitar o aquecimento global a menos de 2ºC e, preferencialmente, a 1,5ºC comparando a níveis pré-industriais; aumentar a adaptação para a crise climática; implementar mecanismos de finanças climáticas.
  • NDCs — Metas Nacionalmente Determinadas: contribuição feita por cada país-membro (partes).
  • Responsabilidades comuns, porém diferenciadas: os países ricos devem arcar com os maiores custos para o desenvolvimento sustentável, pois foram os que mais contribuíram para a emissão de gases de efeito estufa e, consequentemente, para a atual crise do clima.
  • Mitigação, adaptação e Perdas e Danos: a mitigação refere-se à redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE); já a adaptação busca reduzir os efeitos danosos e explorar possíveis oportunidades. Por sua vez, perdas e danos falam da necessidade de ajudar financeiramente os países mais pobres sujeitas a algum desastre ambiental (ex: pequenas ilhas do Pacífico, que podem ser inundadas com a elevação do nível do mar).
  • Transferência de tecnologia e suporte financeiro para países em desenvolvimento: na COP 15 os países ricos acordaram em criar um fundo de pelo menos, 100 bilhões de dólares anuais para financiar projetos de combate às mudanças climáticas dos países mais pobres. Esse acordo é conhecido como Green Climate Fund e só foi incluído formalmente na COP 21, mas ainda não movimentou grandes fortunas kkkkkkkkkkkCRY (rindo de desespero)
  • Capacitação e aumento da conscientização: o Artigo 11 do Acordo de Paris define objetivos relacionados à capacitação, princípios orientadores e obrigações procedimentais para todas as Partes, no qual todos os países desenvolvidos devem aumentar o apoio às ações de capacitação nos países em desenvolvimento.

Ufaaaa! Parece muita coisa, né? Mas tenha calma, respira e não pira! rs Dá uma olhada no infográfico que a WRI preparou para facilitar esse rolê:

Tá curtindo essa comunicação babadeira? Me conta suas dúvidas nos comentários e em breve vou compartilhar a parte #02 — Atores da COP!

Clique aqui para ler os outros textos dessa série

#02 — Atores da COP

#03 — Introdução a YOUNGO

#04 — Links Gerais para acompanhar a COP 26

Amanda Costa é ativista climática, jovem embaixadora da ONU, delegada do Brasil no G20 Youth Summit e em 2021 entrou para a lista #Under30 da revista Forbes. Formada em Relações Internacionais, Amanda empreende o PerifaSustentavel, atua como vice-curadora da comunidade Global Shapers (WEF), é colunista da Agência Jovem de Notícias e do Um só Planeta.

#ForbesUnder 30 | Jovem Embaixadora da ONU | Ecofeminista Antirracista

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