O que você faria se tivesse a chance de prototipar cases criativos em um lugar repleto de oportunidades?

A turma 30 do programa CEO do Futuro está participando da edição piloto do projeto VIM VER, na comunidade de Heliópolis. O intuito do programa é analisar os principais desafios e trabalhar em conjunto com a população local para desenvolver soluções.

No sábado (23/03/19) foi o nosso primeiro dia de visita. Ruas estreitas, música alta e um ambiente repleto de pessoas alegres e sorridentes. A tarde estava ensolarada e o clima estava convidativo.

Foi nesse cenário que entramos em Heliópolis, uma das maiores favelas do Estado de São Paulo. Nossa visita começou de forma despretensiosa, mal podíamos imaginar a abundância que estava por vir.

A UNAS foi o nosso primeiro destino, organização não governamental formada por pessoas da comunidade cujo principal objetivo é promover a cidadania, melhorar a qualidade de vida e facilitar o desenvolvimento integral das pessoas que moram na região.

Logo no início, fomos recebidos por “Macarrão”, umas das lideranças da UNAS e responsável por nos acompanhar durante os quatro meses do projeto. Macarrão compartilhou toda a história da comunidade e as suas experiências pessoais, com um sorriso alegre e cativante nos lábios. Podíamos sentir seus sentimentos transbordando pelo seu discurso, onde o amor, a determinação e a luta dançavam através de suas palavras.

Depois das primeiras impressões, fomos explorar o local: conhecemos o Mec Favela, a Rádio Comunitária e o CEU Heliópolis. Foi uma experiência apaixonante!!!

Durante nossa visita na rádio, a diretora Claudinha nos convidou para compartilhar um pouquinho do CEO do Futuro e o propósito do projeto. Falamos ao vivo! A Na, o Mateus e eu fomos os porta-vozes e transmitimos a essência do VIM VER. Confesso que bateu aquele friozinho bobo na barriga, mas quando o propósito é verdadeiro as palavras disparam e a mensagem flui.

Sei que não estamos lá para assumir o papel de “Homem Branco Colonizador”, cheio de verdades absolutas e soluções óbvias. O que queremos é vivenciar, entender e aprender. Conhecer os moradores, suas narrativas e analisar os desafios diários da população local. Queremos VER, OUVIR e SENTIR!

Para finalizar, lá vem a pergunta que vale 1 milhão de caixas de BIS:

  • Vocês, jovenzinhxs lacradores, já sabem o que vão desenvolver?

Não e nem temos pressa para descobrir. Por enquanto só temos à vontade e curiosidade para explorar, explorar e explorar!

Agora vamos dar uma pausa nas reflexões empíricas e voltar para a vivência:

Antes de ir embora, demos uma voltinha no CEU Heliópolis e QUE LUGAR MEUS LEITORES, QUE LUGAR!

Conhecemos algumas iniciativas de sucesso, como a universidade FAB LAB, a hortinha comunitária e os diversos cursos de capacitação profissional e de liderança. Vocês acreditam que, em pleno sábado à tarde, o lugar estava supeeeer movimentado? A criançada corria de um lado para o outro, os jovens conversavam em pequenos grupos, a moçada jogava bola na quadra e várixs vovozinhxs apreciavam a paz daquele ambiente.

Depois de contar toda essa experiência lacradora, quero encerrar esse artigo compartilhando 5 diquinhas maravigolds que eu aplico quando estou no meio de um desafio:

  1. Seja uma criança curiosa;

2. Esteja abertx para experiências novas;

3. Não ligue para o sentimento esquisito (medo?);

4. O sentimento esquisito sempre cede espaço para a sensação de “estou superando”. Isso não deixa a situação menos esquisita, porém ganha uma forma gostosinha;

5. AGORA VOCÊ COMANDA TUDO! Tire onda, se divirta e aproveite;

Pessu, o medo é necessário, mas a paralisia é opcional. Não se permita ser roubado das vivências mais maravilindas do universo. Está com medo? Não pensa muito não, fecha os olhos e se joga! Na pior das hipóteses você ganha experiência e uma história engraçada para contar ❤

#ForbesUnder 30 | Jovem Embaixadora da ONU | Ecofeminista Antirracista

#ForbesUnder 30 | Jovem Embaixadora da ONU | Ecofeminista Antirracista