#04 Muvuca — História do ativismo ambiental no Brasil

Chegou hoje? Leia os artigos #01, #02 e #03.

Oláaaa meu bolinho de falafel com batatas dorê, turopom?

Para o nosso quarto encontro, recebemos 3 ativistas maravilhosos:

  • Angélica Mendes: Ativista socioambiental, neta de Chico Mendes, mestre em Ecologia e Conservação e doutora em Ecologia e Evolução. É articuladora no Comitê Chico Mendes, movimento criado para gestão e difusão da memória e ideais do líder seringueiro Chico Mendes.
  • Paulo Ricardo: Baiano e ativista climático. É Coordenador do GT Clima no Engajamundo, partipou de Conferências da ONU, levando a pauta de justiça climática e a participação de negros e periféricos em espaços de tomada de decisões.
  • Giselli Cavalcanti: Ativista climática nascida no nordeste do Brasil. Atua como coordenadora do GT de Clima do Engajamundo. Tem como uma das pautas principais o empoderamento das juventudes para ocupar os espaços de tomada de decisão.

A história do ativismo ambiental no Brasil — Amazônia (Angélica Mendes)

De acordo com Angélica, a descoberta do valor da Amazônia veio graças a descoberta do Látex, seiga que quando é coagulada, dá origem a borracha natural. Contudo, o processo de extração não foi nada justo para a população local! Os seringalistas (donos de grande propriedade de terra), incentivados pelo governo ditatorial, se apropriaram das terras, expulsavam os povos originários e contratavam seringueiros para formar seus seringais.

“Os seringueiros chegavam com a promessa de mudar de vida, mas se deparavam com condições precárias, analógas a escravidão!” (Angélica Mendes)

“Terra sem gente para gente sem terra.” (Slogan do governo para incentivar a migração para terras amazônidas)

Esse movimento ocorreu concomitantemente à ditadura militar brasileira, na qual os militares estimulavam o loteamento, sem considerar a cultura, tradição e o direito à moradia das populações tradicionais que pertenciam àquele local.

Contudo, o povo resistia!

Através dos movimentos de resistência do Empate, ativistas organizaram correntes de homens, mulheres, crianças e anciãos em torno da área a ser devastada. Essa ação era caracterizada como uma manifestação de ativismo político, uma ação tático intermediária cujo o intuito era impedir o desmatamento e preservar a floresta.

Entendendo a complexidade do contexto e percebendo as sinergias das lutas, indígenas e seringueiros (extrativistas) se uniram para proteger seus territórios. Foi formada a Aliança dos povos da floresta e ambos grupos conquistaram alguns direitos, como a inserção de direitos indígenas e direitos pelo meio ambiente na constituição federal brasileira!

Ativismo pelo Clima (Giselli Calvanti e Paulo Ricardo)

O encontro foi massa! Eles compartilharam alguns cases de ativismo e deram dicas para desenvolvermos nossa prórpia ação:

  • Entender o cenário;
  • Mapear os atores;
  • Avaliar e mitigar os riscos;
  • Aproveitar as oportunidades;
  • Visualizar os impactos possíveis;
  • Desenvolver resiliência: aprenda a se adaptar;
  • Usar e abusar da criatividade, bb! ❤

Galera, está sendo uma delícia ter acesso a tanto conteúdo potente! Amanhã, dia 29 de junho, começaremos com as aulas de inglês, que serão focadas em negociações internacionais e discurso diplomático.

Logo logo teremos muvuqueiros e muvuqueiras brilhando nos espaços de diálogo internacional! :)

Ahh, fiquem de olho aqui no blog, pois toda semana teremos um artigo novo! Beijooooo no coração ❤

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Formada em Relações Internacionais, Amanda empreende o PerifaSustentavel, é apresentadora do Direto da Base, colunista da Agência Jovem de Notícias e do Um só Planeta. Liderança Forbes Under 30, Amanda tem o objetivo de mobilizar jovens para construírem um planeta inclusivo, colaborativo e sustentável, através das redes Embaixadores da Juventude da ONU, Global Shapers Community e United People Global.

#ForbesUnder 30 | Jovem Embaixadora da ONU | Ecofeminista Antirracista

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